sábado, 25 de setembro de 2010

Assinaz

O portal da morte feito de carvão,
pela planície explodida ergue-se
"Aqueles que entram esses portões
não saem jamais, lembre-se."

Restos ósseos e carniçais
num ritmo macabro dançam
a intolerância da guarda
açoita todos os que ousam

Dentro o hálito lúgubre
e a morosidade fizeram morada
se foges, não existes
desta prisão não escapas

Sendo a morte tão lenta
e a rotina companheira
o sofrimento encarna o tédio
a dor é passageira

os desterrados que entram
assustados com lendas
de torturas inconcebíveis
e mortes contendas

O maior perigo
é a mesmisse abissal
a maior tortura
é o vazio mental

castelo do desespero
fortaleza da dor
prisão infernal
tão peculiar local

acumula tantos nomes
quantos prisioneiros traz
"Aqueles que entram nesses portões
Lembre-se, não saem jamais"
Drunk Batman

I was stalking through the night
when I came to most strange sight
I couldn't believe in what I was seeing
In front of me, drunk batman was singing

He said "she loves me!"
Screamed "she wants me!"
But I couldn't really hear him
'Cause I was far away laughing

Drunk Batman came righ after me
Telling was he was gonna beat me
he made me look like a lazy fellow
Cos he made me bite the dust and his elbow

Batman threw me in the ground
Batman kicked me in the balls
Batman vanished in the shadows
In the night, he left.

I know better than make fun of batman
But I can't forget that weird night
A night that I won't remember for very long
A night when a saw batman get drunk.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Entre Tu e Nós

Quando acordo me olho no espelho
Olheiras negras cobrem-me as vistas
Um cheiro ácido de suor e roupa suja
Um vento frio arrepia-me todo
Eu cato as remelas do meu olho
Me preparo pra mais um dia
Na cama um corpo morto
Na sala, a mesa vazia
Jogo água no rosto, gelada
Traz-me de volta à crua vida
Meu amor já se foi, de novo
Essa novela eu não queria.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Esquizofrenia I

Pô, cabelo é orgânico!

Me causa pânico
Ser um ser químico
metafísico, quântico
estatístico e hipersemântico

Pó, no nariz é químico!

A porra da rua me inunda
A enxurrada me arrasta
Sujeiras secularmente acumuladas
Contaminando o meu habitat

Po...ta na rua é Lucro!

Enquanto isso, no alto do castelo
longe do fedor e do suor
do pecado e da loucura
Deita O Cara. Ele se esbalda

E pede mais um balde de po.....

.......

.......

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Foda-se.

Sexo e violinos


Na casa vazia
A noite passava
Os dançarinos bailavam
Corpos nus à mover;

Ao som dos violinos
O dia chegava
Os casais não paravam
A festa a acontecer.

Sua metáfora
Da vida corriqueira
Subia na chaminé
Se pintava de negra.

Só as pessoas
No salão a dançar
Não viam o dia chegar
A vida a passar.

E os músicos
Cansados, tocando
Queriam que o mundo
Explodisse.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E como hoje eu tou animadinho e cheio de material, vai um poema também:

Conto de Mercado

No mercado o homem
desvairado, louco,
bárbaro, sujo,
fermentado, rouco
esfumaçado, pouco amado,
diz aos presentes:

- Vamos à Lua!
Vamos à Marte!
Salvar a Terra!
Plantar mil árvores!
Brincar com pipa!
Desenhar à lápis!
Ver o movimento,
O trem de viagem!
Quantos ficaram,
Quantos vão tarde?
E você meu amigo:
Só deixa saudades.

Ele foi embora
Deixando seus sonhos.
débeis devaneios
levados pela aurora.



Comentário: Mais um poema marcando a passagem do tempo. Esse é um tema muito recorrente no meu "trabalho"; Devo ser (sou) obssessivo com o tempo.
Acho que esse só o Danielzinho (aê brother!) leu.
Nova proposta: Irei postar, semanalmente, um parágrafo de autoria própria.
Qualquer assunto. QUALQUER COISA. Foda-se. O blog é meu.
E ele era mais ou menos isso mesmo xD~

É a velha história:
Você vê a garota no metrô, bonita, arrumada. Lê atentamente um livro. Provavelmente tem a sua idade. Ela olha pra você.
Por um segundo, ambos imaginam uma vida inteira juntos. O primeiro encontro, o primeiro beijo, a primeira trepada, primeiro filho... Imaginam-se casando e envelhecendo juntos, cuidando dos netos. Uma vida quase perfeita.
Mas aí o metrô pára. Vocês dois entram. Aquele momento sagrado é desaparece, foge para o mundo dos amores perdidos. Uma pequena ferida se forma em seu coração. Nada que não possa ser recuperado, mas por aquele dia seu coração dói. E você provavelmente não sabe o porquê.
E você não vai vê-la nunca mais.

Comentário: idéia que me surgiu no... metrô. Talvez um desabafo sobre coisas que acontecem quase que diariamente comigo.