terça-feira, 30 de agosto de 2011

Três.

"O terceiro testículo é a verdade! só os que o têm serão salvos! venham, venham, venham para o terceiro testículo!" o grande filho da puta gritava. quem tá na rua não quer saber da sua quantidade de gônadas, porra. Geralmente todo mundo tá preocupado demais tentando conseguir o pão ou a próxima dose pra ligar pra esse tipo de estupidez. Mesmo assim, o filho da puta já tem uma platéia. Ele continua seu show.

“eis o terceiro testículo!” e o filho da puta levanta um ovo feito de metal. “ele irá salvá-lo! Acredite nele! Basta assinar aqui para entrar na fila! E então será chamado para o grande ritual de aceitação, e implantará seu terceiro testículo! Eu já fiz o ritual irmãos, e estou salvo!” agora é a pior parte. O filho da puta levanta a saia branca e mostra o escroto, com uma cicatriz horrível que começa na frente e vai até atrás. Dá pra ver também o terceiro ovo, entre os dois normais. A cena bizarra leva os ouvintes à loucura. Uns ovacionam, e outros vão embora. Uma confusão se forma na frente da folha para os voluntários à nova religião. O filho da puta dá um sorriso satisfeito. Provavelmente vai cumprir sua cota de otários hoje, e ganhar uma boa chupada de algum dos outros irmãos da seita.

Eu grito “quem tem um testículo só, tem que colocar dois?” Quem ouviu me olha com curiosidade. Eu falo sério, quando eu era pequeno um dos meus irmãos tinha um buldogue e eu nunca tive jeito com animais. O filho da puta me olha desconcertado, pensa um pouquinho e responde “não, irmão! Cada pessoa só precisa ter um sagrado terceiro testículo para ser salvo! Assine aqui e você será chamado!” eu grito “obrigado, mas acho que vou me inscrever na igreja do primeiro ovário ou algo assim. Parece mais sério”. O filho da puta sorri. “Ora, você duvida do poder do terceiro testículo?”

“Eu não duvido de nada”, replico. “mas acho que dificilmente um ovo feito de metal barato vai aumentar meu pinto ou resolver qualquer um dos meus outros problemas.” Uh. Caí direitinho na armadilha dele. “Deixe me mostrar o poder do terceiro testículo, irmão”. Não sou seu irmão, babaca. O beato fecha os olhos, e começa a entoar um cântico. Ele enfia uma mão na saia, e começa a urrar. A primeira fila grita também. O filho da puta pára, e a primeira fila desmaia. A multidão aplaude. Agora o número de curiosos já começa a fechar a rua, e eu resolvo sair rapidinho, antes que a milícia chegue.

A loucura e sujeira dessa cidade tá começando a enjoar.

...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Hoje eu cheguei em casa lendo um livro. Praticamente Inonfesiva, se alguém quiser saber. Fui beber água. O legal é que na minha casa o filto fica perto da porta, bem conveniente pra você beber água sempre que sai e chega em casa,e bem longe quando você acorda no meio da noite com sede, desencorajando qualquer saída da cama. Bom, por estar lendo, eu fui ao filtro de água distraído, e tentei apertar a alavanca que libera o fluxo de água. Ela não estava lá. Olhei e descobri que tinham mudado a válvula, que antes era do tipo aperte, para um tipo rode. Ok. A válvula anterior demandava sua presença o tempo todo para liberar a água, e além disso tinha uma vazão muito baixa. Rodei a pequena alavanca, e verifiquei que essa tinha uma boa vazão. Odeio quando mudam as coisas em casa, mas essa mudança eu aceito relutantemente. Fechei a válvula quando o copo encheu, e sorvi a água. Quando retornei o copo, senti um pingo na mão. Estava vazando. Girei a válvula até o máximo, e descobri que só naquela posição ela não pingava. Anotei mentalmente isso.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Continho: Quadra de Reis

Achei no pc. Não tem título. Pode ser algo como "Quadra de Reis"

É, vai ser esse o nome.



Gotas de suor caíam da testa do jogador. As apostas haviam aumentado muito, e de meros conhecidos os quatro se tornaram guerreiros disputando vida e morte, vitória e riqueza. Suas únicas armas eram a astúcia e a paciência. Como sabe qualquer profissional, no pôquer as cartas pouco importam.
Como em todo jogo de pôquer que se vê num filme, uma névoa acinzentada de tabaco pairava sobre os jogadores. Ao lado de cada um, a bebida e o cigarro de escolha. No meio da mesa, um punhado de notas amassadas. Um homem com camisa havaiana olhava ansiosamente para as cinco cartas recém-recebidas. Nada havia na sua mão, além da esperança de um blefe bem sucedido. Olhou para o cara ao seu lado, um jovem vestido casualmente que deu um sorriso cínico quando viu as suas cartas. Quase três horas de jogo, e o havaiano ainda não tinha conseguido nenhuma dica nesse cara. Deu um trago no cigarro barato, e um gole na cerveja. Decidiu não jogar aquela rodada, e guardar o que havia restado do seu dinheiro para uma mão mais propícia. Olhou para o homem do outro lado da mesa. Pelo menos era a outra pessoa a perdedora desse jogo. Mesmo através da espessa névoa ele conseguia ver o suor na cabeça calva. Suas mãos tremiam enquanto ele as esticava para pegar o whisky com gelo, e levá-lo à boca. Ele já tinha um cigarro na boca, e o próximo esperava impacientemente na mão.
Mas à direita pairava o que seria o mais misterioso de todos. Vestido a caráter, com chapéu, paletó preto e camisa roxa, se equilibrando em dois pés da cadeira, um charuto na boca e um whisky puro na mão. Sem nem olhar as cartas, deu a primeira aposta: - Duzentos. O jovem do outro lado da mesa dobrou a aposta. O próximo homem olhava nervosamente as cartas na mão, o punhado de dinheiro na mesa. Enfiou a mão na calça, e tirou um maço de notas enrolado em elástico, dizendo: - Mil. O homem de chapéu pensou, enfiou a mão dentro do paletó e tirou um maço semelhante, colocando-o na mesa. O jovem simplesmente colocou um cartão de crédito na mesa, dizendo: -Se ganhar, ele é seu. Agora, mostre o jogo!
O homem abriu sua mão, revelando um par de dois e uma trinca de ases. –Full house - disse. O jovem olhou surpreso para a mão do oponente. – É um ótimo jogo – disse calmamente – Mas não bate a minha quadra – e mostrou uma quadra de damas. O calvo ficou com uma cara mortificante, e começou a balbuciar. O jovem se inclinou para pegar o dinheiro da mesa, mas foi impedido pelo terceiro jogador. O homem do chapéu disse: - Minha quadra de reis leva – e mostrou sua mão. Foi a vez de o jovem começar a ficar nervoso, e falar incoerentemente. –Mas é impossível! Não, não, não! Você... Não! Você roubou! – e bateu seus punhos na mesa. O homem do chapéu olhou nos olhos do outro, e disse – Não acuse sem provas. Também não me insulte.
- Você roubou sim! E sabe disso! Vou chamar meus amigos aqui pra tirar a verdade de você nem que eu tenha que – sua fala foi cortada pelo movimento rápido do outro, que tirou algo da cintura e a fincou na mesa: uma faca, com cabo preto curvado e uma lâmina reta. Os outros jogadores se sobressaltaram. O jovem se assustou por um momento, mas com o controle recuperado, colocou a mão na cintura, e tirou uma pistola de aço escovado, e a colocou na mesa.
A tensão cresceu até seu ponto crítico. O homem de chapéu acendeu um fósforo para reacender seu charuto, que tinha apagado. Puxou fundo, e assoprou uma fumaça densa para cima.
Aconteceu em um raio. O jovem foi pegar a pistola mas quando ele tinha mirado a arma , o rival já tinha arremessado a faca em sua cabeça, e se jogado ao chão. Ele atirou em vão na parede logo acima do outro, e caiu no chão com sangue saindo do ferimento na testa, a faca enterrada no osso frontal do crânio.
O homem de chapéu levantou, recuperou a postura e tragou o charuto. Os outros jogadores estavam em choque. Foi o havaiano quem conseguiu articular: – Ele está morto?
- Não. Ele só desmaiou com o trauma – disse o homem de chapéu. Abaixou-se, e retirou a sua faca do corpo do outro. –Agora ele não vai morrer de hemorragia também - e cauterizou a ferida com a brasa do charuto.
Retirou um frasco do paletó e deu um gole. –Eu sugiro a vocês dar o fora daqui - disse sem cerimônias. Derramou o conteúdo do frasco no corpo. –As coisas vão ficar um pouquinho quentes – riscou um fósforo e jogou no cadáver, que começou a pegar fogo lentamente. Viu os outros jogadores fugirem, e começou a coletar o dinheiro da mesa. Analisou o cartão de crédito, e jogou-o no homem, que agora já era uma fogueira. O cartão se contorceu sob a ação do fogo, e finalmente desapareceu. Hesitou um pouco, e jogou a ponta do charuto também. Quando o fogo começou a se alastrar pelo quarto, o homem já tinha saído com um ótimo lucro no bolso.
Tirou uma gaita do bolso e tocou um blues.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Meu ingresso do rock in rio chegou! E cerveja no teclado damn!

Tensão. Após gastar o resto das minhas economias no Rock In Rio card, veio o medo de ele não chegar. Como eu iria proceder? Como reaver tão precioso investimento? E, mais importante, como diabos eu iria pro RiR então?
Bom, após semanas de espera, após ver todos os meus amiguinhos recebendo o cartão felizes, após pagar um roubo de frete pro sedex (eu pago frete internacional mais barato, vê se pode?), o infeliz chegou.


A caixa do bichão. Bonita, preta, de um papel cartonado (achei meio fraquinho) escrito "Feliz Natal Rock in Rio", apelo para os que compraram o cartão como presente.


Dentro, um papel bonitinho explicando que tudo que você tem que saber tá no site do Rock in Rio. Hmmm, interessante.


O que veio na caixa: Cartão (muito importante), papelzinho já citado e algo que eu achei bem legal, um pequeno folder com a história do festival, fotos e outras imagens. Bem bacana, e jóia pra mostrar pros amigos.


Detalhe interno do folder. As fotos são boas, e tem uma do maracanã bem impressionante

Poizé, agora é quase oficial, eu vou para o rock in rio.


E quase esqueci, eu derramei cerveja no teclado. Alguém sabe como limpa?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ó nóis aqui de novo

Ó nois aqui de novo. Resolvi postar porque o yanky postou no blog dele e eu pensei "porque eu também não posso?". Eu não fico chorando mágoas aqui, então vai uma música do Morphine (que eu tou ouvindo agora, não surpreendentemente)


Sharks patrol this waters.

Um bom nome pra alguma coisa. Ou pra porra nenhuma.
E aqui está uma trovinha que se disfarça de poema


Meu amor foi embora
e ao meu lado, na cama
deixou essa pequena trova:

Doces foram os dias
As noites, rubras.
Mas hoje acordo na chuva.

Vou-me para lugar nenhum
Não por você
Não por ser

Nessa noite cinza
Olho para seu rosto
E vejo um tema:

Saio da sua cama.
Você me deu amores,
Eu lhe deixo poemas.


Todo mundo sabe que poemas são a principal forma de droga do universo.
E também a principal arma de um pequeno grupo aborígene que vivia na costa da Ásia. Os europeus, em toda sua sabedoria da arte de guerrilha deram como presente um livro de poemas de Baudelaire. O pequeno povo prontamente leu os poemas, matou os europeus, fizeram as malas e hoje vivem em um arquipélago na polinésia, felizes da vida.



Ah, por acaso eu tenho um Tumblr, lá eu coloco muita música mesmo. E ocasionais explosões mentais.

O link é esse. Não esse. Esse.

sábado, 25 de setembro de 2010

Assinaz

O portal da morte feito de carvão,
pela planície explodida ergue-se
"Aqueles que entram esses portões
não saem jamais, lembre-se."

Restos ósseos e carniçais
num ritmo macabro dançam
a intolerância da guarda
açoita todos os que ousam

Dentro o hálito lúgubre
e a morosidade fizeram morada
se foges, não existes
desta prisão não escapas

Sendo a morte tão lenta
e a rotina companheira
o sofrimento encarna o tédio
a dor é passageira

os desterrados que entram
assustados com lendas
de torturas inconcebíveis
e mortes contendas

O maior perigo
é a mesmisse abissal
a maior tortura
é o vazio mental

castelo do desespero
fortaleza da dor
prisão infernal
tão peculiar local

acumula tantos nomes
quantos prisioneiros traz
"Aqueles que entram nesses portões
Lembre-se, não saem jamais"
Drunk Batman

I was stalking through the night
when I came to most strange sight
I couldn't believe in what I was seeing
In front of me, drunk batman was singing

He said "she loves me!"
Screamed "she wants me!"
But I couldn't really hear him
'Cause I was far away laughing

Drunk Batman came righ after me
Telling was he was gonna beat me
he made me look like a lazy fellow
Cos he made me bite the dust and his elbow

Batman threw me in the ground
Batman kicked me in the balls
Batman vanished in the shadows
In the night, he left.

I know better than make fun of batman
But I can't forget that weird night
A night that I won't remember for very long
A night when a saw batman get drunk.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Entre Tu e Nós

Quando acordo me olho no espelho
Olheiras negras cobrem-me as vistas
Um cheiro ácido de suor e roupa suja
Um vento frio arrepia-me todo
Eu cato as remelas do meu olho
Me preparo pra mais um dia
Na cama um corpo morto
Na sala, a mesa vazia
Jogo água no rosto, gelada
Traz-me de volta à crua vida
Meu amor já se foi, de novo
Essa novela eu não queria.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Esquizofrenia I

Pô, cabelo é orgânico!

Me causa pânico
Ser um ser químico
metafísico, quântico
estatístico e hipersemântico

Pó, no nariz é químico!

A porra da rua me inunda
A enxurrada me arrasta
Sujeiras secularmente acumuladas
Contaminando o meu habitat

Po...ta na rua é Lucro!

Enquanto isso, no alto do castelo
longe do fedor e do suor
do pecado e da loucura
Deita O Cara. Ele se esbalda

E pede mais um balde de po.....

.......

.......

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Foda-se.

Sexo e violinos


Na casa vazia
A noite passava
Os dançarinos bailavam
Corpos nus à mover;

Ao som dos violinos
O dia chegava
Os casais não paravam
A festa a acontecer.

Sua metáfora
Da vida corriqueira
Subia na chaminé
Se pintava de negra.

Só as pessoas
No salão a dançar
Não viam o dia chegar
A vida a passar.

E os músicos
Cansados, tocando
Queriam que o mundo
Explodisse.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E como hoje eu tou animadinho e cheio de material, vai um poema também:

Conto de Mercado

No mercado o homem
desvairado, louco,
bárbaro, sujo,
fermentado, rouco
esfumaçado, pouco amado,
diz aos presentes:

- Vamos à Lua!
Vamos à Marte!
Salvar a Terra!
Plantar mil árvores!
Brincar com pipa!
Desenhar à lápis!
Ver o movimento,
O trem de viagem!
Quantos ficaram,
Quantos vão tarde?
E você meu amigo:
Só deixa saudades.

Ele foi embora
Deixando seus sonhos.
débeis devaneios
levados pela aurora.



Comentário: Mais um poema marcando a passagem do tempo. Esse é um tema muito recorrente no meu "trabalho"; Devo ser (sou) obssessivo com o tempo.
Acho que esse só o Danielzinho (aê brother!) leu.
Nova proposta: Irei postar, semanalmente, um parágrafo de autoria própria.
Qualquer assunto. QUALQUER COISA. Foda-se. O blog é meu.
E ele era mais ou menos isso mesmo xD~

É a velha história:
Você vê a garota no metrô, bonita, arrumada. Lê atentamente um livro. Provavelmente tem a sua idade. Ela olha pra você.
Por um segundo, ambos imaginam uma vida inteira juntos. O primeiro encontro, o primeiro beijo, a primeira trepada, primeiro filho... Imaginam-se casando e envelhecendo juntos, cuidando dos netos. Uma vida quase perfeita.
Mas aí o metrô pára. Vocês dois entram. Aquele momento sagrado é desaparece, foge para o mundo dos amores perdidos. Uma pequena ferida se forma em seu coração. Nada que não possa ser recuperado, mas por aquele dia seu coração dói. E você provavelmente não sabe o porquê.
E você não vai vê-la nunca mais.

Comentário: idéia que me surgiu no... metrô. Talvez um desabafo sobre coisas que acontecem quase que diariamente comigo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

0:
Um saxofone tocou na esquina.
A vizinhança não entendeu porque, mas havia um homem na rua tocando sax na esquina.
Ele usava um terno preto e uma blusa branca. Sua gravata, também preta, pendia na ponta do saxofone. Na cabeça, um chapéu preto com fita branca. Nos pés, sapatos de salão branco-e-preto.
Ele tocava sax como se o mundo fosse acabar. Tocava Blues, Jazz, Choro. Até Samba ele tocava. Uma, duas, três horas da madrugada. Até que um homem, irritado, saiu da sua casa para reclamar sobre o barulho.
- Ei! Você aí! Você pode parar de fazer esse barulho? Tem trabalhadores aqui querendo dormir, porra!
O saxofonista ignorou totalmente as reclamações do homem, e continuou tocando a sua música.
O homem foi ficando irritado. Conforme seu discurso se acalorava, passando pelos argumentos do “bebê dormindo”, “jovem estudante” e o clássico “vai pra puta que pariu”, o solo do sax ia também crescendo. Aumentando, aumentando, até que explodiu em uma série de harmônicas e palavrões muito bem elaborados.
Quando o homem desistiu e voltava para sua casa, o estranho parou de tocar. Deixou seu sax no chão, caminhou até o homem, e apertou a sua mão.
- Obrigado - ele disse. Deu as costas e foi embora, gingando. As sombras do final da rua foram aos poucos cobrindo sua silhueta. O sax ficou na rua, a gravata ainda pendendo na sua ponta.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O poço.

Eu nunca gosto de colocar textos prozaicos aqui, mas enfim, a culpa é do Merlin.

Coisíssima nenhuma. Já se foi a oportunidade de tê-la. Agora só resta a solidão. Nesse escuro vazio em que se encontra. Nas trevas malditas que me encharcam, me afogam, mas me trazem à tona para sofrer. Para a luz que nunca terei. Para o frio que cerca o fundo do poço. O poço. As almas perdidas de sonhos vãos vêm para aqui e me atormentam. O sonho do rico, do casado, do gay, do sofredor e do flamenguista, que anseia pelo campeonato. Sonhos vãos. Sonho vão de tê-la, de amá-la e ampará-la, unir-se a ela, beijá-la e sofrer junto. Aqui, no poço. No vazio estratosférico que nos une, vagam pessoas estranhas. Pessoas inconhecidas, atores, fantoches. Celebridades incontidas, que definham e morrem, sem ninguém saber. No meu mundo imaginário, as distâncias não existem. No poço também não. Ao pequeno príncipe cabe saber que não cativei ninguém. Mas que a jibóia me devorou, juntamente com o elefante. O desenho não mudou. O mundo nunca muda. A esfera sólida continua pairando no nada, ignorando a física. Os homens vão morrer e ela continuará lá, pairando. Até os deuses resolverem fazer tudo de novo. E aí a Terra vem pro poço, junto comigo. Até o infinito.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Los Diaños

Após muito refletir e etc, resolvi retomar o blog.

Los diaños é uma das melhores bandas desconhecidas do Rock brasileiro. Até mesmo porque não conheço outras. O conjunto é formado por um Vocalista/Trompetista, Guitarrista, Violinista, Contrabaixista e Baterista. Tocam psychobilly, e outros subprodutos de rock. Letras poéticas, atéias e subversivas se juntam com o timbre ácido do trompete e o semi-jazz dos outros instrumentos. Fica a dica.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Video Fest II

Aê, video fest II, pra comemorar o fim do mês.









está bueno.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Aeeee... Vídeo fest!

Para comemorar o fato de eu ter feito uma imagem pro blog (lá em cima! tá vendo?), vou fazer uma víedo fest aqui, com vídeos legais, a maioria de música. Enjoy!

obs: os putos do Ting Tings (mentira, eu os amo =D) não deixam "embebedar" os vídeos. então vai o link mesmo:http://br.youtube.com/watch?v=qFHVQfJryVY&feature=user










PS: esses caras fazem os melhores flash mobs EVER. http://www.youtube.com/user/ImprovEverywhere

Nutrição

Ontem estava vendo televisão, e não puder segurar o riso ao ver uma reportagem.
Aparentemente, os assim chamados especialistas (mais parecem cegos em tiroteio: atiram para todos os lados e torcem para acertar o alvo) descobriram o mais novo vilão da saúde:
Biscoitos de água e sal com requeijão.

ahhh!! tenho um monstro em casa!!!!

Segundo nutricionistas, biscoitos com requeijão teriam tanta gordura que seria mais saudável comer uma costelinha de porco.
Venhamos e convenhamos: seis sanduíches Subway (com menos de 6 gramas de gordura benhê ;D) seriam bem menos saudáveis do que uma grama de costelinha. Guardadas as proporções, acho exagero falar em trocar biscoitos por carne de porco.
Além do mais, a nutrição é mais rotativa que a moda. Coisas ruins vão e vêm. Daqui há dois anos, quem sabe, descobrem que biscoitos com requeijão previnem o câncer e outra dezena de doenças. Ou não.


Obs: Nenhum atentado a ética foi cometido na confecção deste post. Todos os alimentos apresentados aqui foram devidamente comidos.



PS: esse foi o post que eu mais editei =D

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sobre VMB, vídeos e outracoisa

um comentário meu sobre o artigo "10 motivos pelos quais o VMB foi um fiasco" escrito por Ana Freitas, no ao lado linkado Move that Jukebox!

Há muito tempo deixo de ligar para as coisas com o nome da MTV. acho que nunca liguei, na verdade.(mentira: o acústico MTV da Cássia Eller de do Titãs são muito bons, confesso).
E muito menos em premiações. exceto aquelas que não têm a ver com entretenimento (vide Nobel) ou são descaradamente humorísticas (vide Ignóbil, Darwin ou Stella Awards)
Já o VMA ou o VMA(acho que é assim) eu acabo ficando na dúvida se os jurados estão zombando da minha cara, ou eu que sou muito diferente da maioria. Acredito que é um pouco das duas.

(A propósito, estou escutando “MTV get off the air” do Dead Kennedys. Uma das minhas músicas preferidas minhas desde a infância. (antes pela composição musical e o riff de baixo na transição; agora pela letra.))

Link para um vídeo muito bom com a música

A "outracoisa" era só pra ter três coisas no título. Porque três coisas é legal.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mudanças

Faz um bom tempo desde que não posto aqui. Hoje vou falar de mudanças. Mudanças são, para mim, como sair da rotina. por isso estou em constante procura de novidades. Novas músicas, novos amigos, novos livros, revistas, quadrinhos... O que não necessáriamente significa que eu descarto o que eu já tenho. Dou o maior valor para aquilo que é realmente bom ou importante. Como os Arnaldos. Ou os Foods. Ou whatever(acho que essa é a primeira vez que uso uma expressão inglesa nesse blog... me desculpe, mas é forma que eu achei mais próxima de expressar esse pensamento). É só que mudanças são positivas. Ou negativas. Mas elas vão definitivamente te tirar do tédio. E o tédio é, na minha opinião, a verdadeira morte da alma.são poucas linhas para falar de tão muito, mas essa é a minha visão do assunto.

Tudo isso porque eu mudei meu relógio de braço hoje. Acho que isso deve fazer parte de alguma terapia psicológica.


seria o rádio
o médium
do espírito
poético?
vejo isso inválido
o verdadeiro mágico
é o tédio
traz o inédito
compõe o fálico
arranja a métrica
e, metódico
mata o poeta.
(Hugo "Arroiz" Paceli)